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Data Representação de um calendário 20/01/2015 00h00

Férias Teen Europa Jovem: Edimburgo

Férias Teen Europa Jovem: Edimburgo

No fim de semana, acordamos super cedo para novas aventuras, dessa vez de mala e roupa mais quente: Edimburgo! Ou como os britanicos pronunciam: “Edimbra”.

Após uma breve parada na divisa da Inglaterra com a Escócia para fotos, seguimos para Jedburgh, pequena cidade de passagem que leva o nome da sua abadia agostiniana, datada do seculo Xll, e considerada um dos monumentos mais espetaculares do país.

A parada para o almoço foi um uma das lojas Woolen Mills, conhecidas por seus cashmeres e kilts (as famosas saias xadrez usadas dos escoceses), com as tramas fazendo referência aos respectivos clãs, feitos de pura lã.

Chegamos ao hotel no final da tarde quando já estava escuro, e saímos para sentir o ar “mais fresco do que Cambridge” de Edimburgo e encontrar um local para jantar. Os prédios  históricos por toda parte dispensam comentários mas, mais do que a beleza da cidade, fomos surpreendidos pela receptividade do povo. Ouvimos dizer que pedir informacao em Edimburgo, muitas vezes, significa ser acompanhado até o local… E comprovamos, é verdade! Após algumas tentativas de entrar em um pub para jantar, que é bem comum por aqui, já que a comida normalmente é muito boa, para nossa surpresa menor de idade, além de não poder consumir bebida alcoólica, tampouco pode entrar em pubs depois das 20h. Ou seja, a lei funciona e é respeitada rigorosamente. Acabamos jantando em um restaurante italiano e servidos por italianos de verdade.

No segundo dia, fizemos um tour de ônibus, guiado pela Divina, senhorinha muito simpática nascida e criada em Edimburgo, que sabia tudo sobre a cidade. Após contar alguns fatos históricos, paramos rapidamente no lado de fora do palacio onde a rainha fica quando vai à cidade. Seguimos então para a Carton Hill, patrimônio mundial da UNESCO, cujo topo, além de oferecer uma vista panorâmica da cidade, abriga, entre outros monumentos, o National Monument of Scotland, construído aos moldes do Parthenon em Atenas.

Última e mais esperada parada: Castelo de Edimburgo, envolvido em diversos conflitos desde o século XIV e curiosamente construído sobre um vulcão extinto. Depois do café para aquecer, assitimos a performance de “música através dos tempos”, de um cantor vestido a caráter, que também tocava diversos instrumentos medievais de cordas e sopro. Emocionante!

E após o “one o’clock gun” – disparo de canhão das 13h – alguns  voltaram para o café e outros foram explorar as demais dependêcias do castelo: sala das jóias da coroa, memorial da guerra, torre de David, entre outros.

À noite, no jantar, alguns reviveram os momentos da viagem à Disney durante o jantar no Hard Rock Café, por sorte bem perto de onde estávamos hospedados e, para queimar as calorias, terminamos a noite com o Mystery & Murder Walking Tour. Nosso guia morto-vivo contou vários mitos (e verdades!!) macabros de anos atrás, envolvendo histórias, por exemplo, de foras da lei que vendiam cadáveres para as escolas de medicina realizarem seus estudos. Quanta criatividade, não??

Entre ruelas escuras e sustos de bruxa, esqueleto e monge fantasiados, aprendemos algo sobre o passado de Edimburgo, a cidade “mais mal assombrada do mundo”, que acredita ter queimado mais bruxas que qualqurer outra. Se está no Guiness Book eu não sei, mas que as histórias que ouvimos deixaram gente sem dormir, ahhhhhhh deixaram!

O último dia foi o da volta, e saímos com a sensação de que apenas o final de semana não foi suficiente! Ainda antes de chegar em Cambridge, paramos para o almoço na cidade de Durham, famosa por sua catedral de arquitetura normanda, mais um patromônio mundial da UNESCO, e onde foram filmadas cenas dos primeiros filmes do Harry Potter – assim já entramos no clima do passeio da próxima quinta-feira 😉

Veja aqui as fotos do fim de semana:

Semana 2 – Volta à realidade e às aulas

Passada a fase da “lua de mel”, alguns estudantes já mostram sinais de saudades de casa, família, amigos, do bicho de estimação, do travesseiro, da comida da mãe, dos rolos com o irmão mais novo etc., tudo como já era previsto.

Além da adaptação ao frio intenso, a comida, aos companheiros de quarto, casa e escola, ao idioma, há aquele misto de emoções e sentimentos inexplicável. Seja como melhor se vestir para não passar frio, seja como pegar um ônibus sozinho, perder a vergonha de falar inglês e perguntar informações para um estranho na rua, ou dar passos e tomar decisões que podem mudar o destino na volta para o Brasil. Isso tudo faz parte de qualquer intercâmbio, e o normal é ter estes sentimentos mesmo. Estranho seria se não tivéssemos. No final das contas o que fica é o aprendizado e as lições que cada um tira para si! Super importantes para o nosso crescimento.

11o dia – Botanic Gardens

Devido às condições climáticas e disponibilidade para visitação de alguns lugares previstos no nosso calendário de atividades, tivemos que mudar alguns planos. Então, para aproveitar o dia seco, fomos ao Botanic Gardens, parte da Universidade de Cambridge. No inverno, o local já é bonito, ficamos imaginando como deve ser no verão! Boa oportunidade para relembrar as aulas de botânica (não é, Vini??), conhecer novas espécies, ver o cuidado e trabalho da universidade em manter plantas de outros países e, claro, de fazer um book (né, Paris??).

Acabamos não fazendo o “teste de evolução” na escola, que é feito toda sexta-feira e havíamos combinado de fazer hoje, segunda-feira, pois a coordenadora acadêmica instruiu os professores a darem tarefas diferentes para os estudantes do nosso grupo. Somos especiais e ponto.

Veja as fotos: