Intercâmbio em Londres: Francyne conta como foi estudar e morar no país - Intercultural
Data Representação de um calendário 19/07/2019

Intercâmbio em Londres: Francyne conta como foi estudar e morar no país

Francyne aproveitou suas férias do trabalho para estudar inglês no exterior. Ela fez seu intercâmbio para Londres e estudou 3 semanas na EC English. Confira tudo!

A Francyne aproveitou o tempo livre nas férias para fazer um curso de 3 semanas de inglês na EC English de Londres.

Ela contou como foi a evolução no idioma durante esse período e todos os países que conseguiu conhecer. Veja como foi:

Eu sempre tive vontade de fazer um intercâmbio e neste ano para comemorar meus 30 anos, resolvi me presentear com a realização desse sonho. Para mim essa viagem teve diversos significados, mas o principal foi a independência, viajar para outro país e sozinha era algo que me assustava muito.

Para quebrar um pouco esse medo, surgiu a ideia de fazer um curso de inglês na EC English, o que me deu um pouco mais de segurança porque eu estaria em contato com outros alunos e não me sentiria tão sozinha em outro país.

Apesar dos medos que foram surgindo na semana da viagem, respirei fundo e fui. Logo no aeroporto a gente já tem um choque de realidade e a diversidade cultural foi algo que me chamou a atenção logo de cara, eram tantas línguas faladas ao mesmo tempo que a gente até se perde no raciocínio. E é tudo tão diferente da nossa (minha) realidade, o aeroporto enorme, aprender a pegar o metrô, pedir informação em inglês e não tendo muito domínio do idioma ainda, tudo isso em um mesmo dia foi um desafio.

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Mas cada dia que passa durante o intercâmbio você se sente mais realizada por perceber o quanto você é forte e pelos desafios superados,  por aprender a lidar com a saudade, mas o mais incrível é a conexão que você tem com as outras pessoas, muitos estão na mesma situação que você, sozinho em um país totalmente diferente do seu, então tudo que temos é uns aos outros, as pessoas são mais receptivas, te ajudam de coração e não esperando algo em troca, você percebe a felicidade no olhar de um estranho por poder te ajudar, e isso não tem preço!

Fiquei impressionada com a educação do povo londrino, até quando você não está precisando eles perguntam se podem te ajudar, a educação no atendimento ao público também é algo admirável, me senti super bem acolhida em todos os lugares que fui, isso sem falar com a preocupação que eles tem com os alérgicos, com frequência você encontra nos restaurantes e cafeterias sinalizações nos produtos especiais, e eles também te perguntam na hora do atendimento.

Sempre ouvia as pessoas falando sobre como os londrinos com frequência dizem “I’m sorry” quando esbarram em você, achava exagero, mas realmente é assim. As vezes, eles mal te tocam e já pedem desculpas.

Você descobre como é bom morar em lugar onde o transporte público funciona, eu conseguia fazer tudo de ônibus ou metrô, e se você acha que convertendo fica caro, o que eu gastava de ônibus para ir a aula era praticamente o que gasto aqui. E o transporte lá é super seguro e confortável, há câmeras por todos os lugares e isso te dá mais segurança para andar sozinha em qualquer horário. Em alguns dias usei o metrô de madrugada e não tive problemas, a cidade é super segura, se acontece alguma coisa, aparecem policiais por todas as partes. Além disso, as leis são extremamente rígidas, o que torna as pessoas mais conscientes e dificilmente você vê alguém fazendo algo que não deveria.

Como estudei por 3 semanas na EC minha rotina era diferente da de turista, todos os dias eu tinha o compromisso de ir a aula e isso foi ótimo porque tive a experiência de realmente viver o dia-a-dia de Londres. O que me permitiu imergir ainda mais na cultura, além de ter o contato com pessoas do mundo todo, fiz amigos da Turquia, do Japão, da China, da Coréia, da Espanha, entre outros. E com eles aprendi muito sobre a cultura de cada país. As aulas estimulam a interação entre nacionalidades e algumas atividades tem como tema a diversidade cultural onde mostramos nossa comida típica, a música, como é a nossa cidade, o transporte público, o idioma e a moeda, tudo isso é dividido com os colegas em aulas ministradas no idioma escolhido.

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No meu caso o idioma foi o inglês e era ele que nos conectava porque era a única língua em comum que tínhamos e é na necessidade que a gente se entende e se faz entender. Isso tornou o aprendizado mais rápido, em 3 semanas evoluí no idioma o que nunca tinha conseguido, por vergonha de falar tinha criado um bloqueio, mesmo entendendo e sabendo o poderia dizer eu travava e não conseguia me comunicar. Logo nas primeiras aulas consegui me soltar, os professores fazem a gente ter mais segurança e confiança, e foi muito natural, quando percebi estava falando com meus colegas. Todos estão lá para aprender e são muito gentis uns com os outros, se você não entende ou tem dificuldade tudo bem, você escreve e mostra, ou procura uma imagem para ilustrar, em últimos casos recorríamos ao tradutor, mas você percebia que a comunicação funcionava e a evolução diária acontecia com muita velocidade, com isso as alternativas de comunicação se tornavam cada vez menos frequentes.

Cada aula era diferente e isso nos empolgava ainda mais para as próximas, tínhamos games como Quiz, palavra-cruzada, adivinhação, outros dias os professores nos surpreendiam com uma aula na cafeteria ou ainda, com um tour nas proximidades da escola combinados com alguns desafios que precisaríamos cumprir. Ainda tínhamos tempo para aprender a gramática e as regras de uso, as aulas tinham os temas tão bem divididos que mesmo nessas 3 semanas deu tempo para relembrar praticamente tudo do idioma.

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Eram realizados alguns eventos de integração onde poderíamos conhecer os alunos de outras turmas, como karaokê, meditação, tour em pubs, viagens, entre outros. Eles são divulgados toda segunda-feira e tem muita opção de eventos gratuitos também!

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No tempo livre aproveitei para fazer duas viagens pela escola, a primeira foi para Canterbury e Dover, duas cidades que preservam fortes traços da história medieval, que sou apaixonada!

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Seguindo esse estilo, escolhi para a segunda viagem as cidades de: Cardiff e Caerphilly. E assim inclui mais um país na minha lista: Gales.

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Quando terminei o intercâmbio aproveitei os 7 dias de férias para conhecer 3 países: Holanda, Bélgica e França.

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Fazer esse intercâmbio foi a melhor decisão, vivi os dias mais felizes da minha vida, o que ficou dessa experiência foi a vontade de ter feito tudo isso antes e a saudade de quem ficou lá. Por isso, não tenha medo de embarcar para conhecer o mundo, os aprendizados e o amadurecimento que você tem são inesquecíveis!

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Se eu pudesse dar um conselho para você que está lendo esse depoimento e tem um sonho ou o objetivo de fazer um intercâmbio seria foque nisso e não deixe de acreditar que você vai conseguir. As vezes podemos levar a vida inteira para conseguir, como foi no meu caso, mas em cada momento lá você percebe o quanto esse esforço valeu a pena.

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