Data Representação de um calendário 28/02/2014

Um fim de semana prolongado em Buenos Aires

Um fim de semana prolongado em Buenos Aires

Nossa diretora de marketing Marina passou um fim de semana prolongado em Buenos Aires e conta como foi:

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Fazia tempo que eu não ia a Buenos Aires.
Mesmo com o peso muito desvalorizado em relação ao real e ao dólar, mesmo com a distância pequena de onde moro, Florianópolis, e mesmo tendo tantas oportunidades de ir, com promoções, de preço e de milhas, sempre acabava adiando a viagem e escolhendo outros destinos.
Até que meu marido, que não conhecia ainda a cidade, propôs passarmos o Carnaval lá. Pensamos que seria mais barato que passar no Rio, de onde ele é, e também mais do que passar aqui em Florianópolis, onde moramos. Tínhamos passado os últimos dois carnavais no Rio, que, aliás, eu amo, e então nos pareceu uma boa opção. Não carnavalesca, é verdade. Mas uma boa oportunidade para descansar, passear, comer bem etc.
E então decidimos ir.
Para um mês atrás mudarmos de ideia.
Por quê? Porque descobri que haveria um show do Rod Stewart em Buenos Aires. Nunca fui uma fã apaixonada de Rod Stewart, nem sou do tempo dele (ok, quase, por pouco), mas sempre ouvia as músicas e gostava. Não lembro se comprei ou ganhei um DVD dele, e foi aí que me apaixonei! Ajudou o fato de eu estar apaixonada. Neste caso, sim, pelo meu então namorado, hoje marido. E de tanto assistirmos esse DVD juntos, escolhemos a música “You’re in my heart” para a minha entrada na nossa cerimônia de casamento. Rod Stewart é um romântico.
Desde então, sempre pensamos em ir a um show dele, até que vi no site que ele faria um show em Buenos Aires no dia 22 de fevereiro. Aí, resultado: “amor, não vamos mais pra Buenos Aires no Carnaval. Vamos no dia 21”.
Mudamos a passagem (ódio das multas para alteração das companhias aéreas, mas fazer o quê?), o hotel estava mais barato, porque ainda é período de férias na Argentina e não estaria cheio de brasileiros porque não seria ainda o Carnaval, e lá fomos nós, felizes e animados, para Buenos Aires!
Nosso voo foi o Gol 7690 na ida, que parte de Florianópolis às 14:33 e chega em Buenos Aires (aeroporto de Ezeiza) às 16:50, e o de volta foi o Gol 7691, que parte de Buenos Aires (aeroporto de Ezeiza) às 18:00 e chega em Florianópolis às 19:57.
O voo foi super tranquilo, sem escalas, durou uma hora e cinquenta na ida, uma hora e meia na volta. Não tem nada de luxo, padrão Gol, servem um sanduíche de queijo e presunto, água, refrigerante e suco de laranja. O avião é um Boeing 738 e me pareceu semelhante ao da maioria das rotas domésticas da Gol, 3 assentos de cada lado. Não entendo muito de avião (coisa de menino, né?).
Pousamos em Ezeiza e pegamos um remise, que é um carro particular com motorista, da empresa Tienda de León. Tem vários semelhantes no aeroporto. Não é a opção mais barata. A mais em conta é ônibus, que vai até o centro, mas aí teríamos que pegar outro táxi até o nosso hotel e achamos melhor não perder muito tempo e optamos pelo remise. Tem também os táxis comuns do aeroporto, mas como havíamos tido a recomendação de não usá-los, acabamos optando pelo remise. Mas não acho a melhor opção. Foi a mais cômoda, sem dúvida, te deixa na porta do hotel, os carros são mais novos, com ar condicionado, o preço é fixo, mas é uma opção mais cara. O traslado de Ezeiza (que é afastado de Buenos Aires) até Palermo Soho, onde estava nosso hotel, custou 375 pesos. Para comparar, na volta, pegamos um táxi comum (sem ar) e pagamos 240 pesos mais 5 pesos de pedágio.
Além do valor mais elevado do remise, estávamos sem pesos, só com dólares, e aí o câmbio usado na conversão é o oficial, o que deu US$ 49. Taxa de câmbio de 7.65.
No centro, trocamos o dólar na taxa de 11.50, para notas de 50 ou 100, e 11.20 para notas menores. A dica é ir na Galeria Boston, que fica na Calle Florida, 142, loja 36. Descendo a escada da galeria, é só virar à direita e você vai ver a fila de brasileiros trocando dólares ou reais.
Aqui um parêntesis. Em Buenos Aires, há o câmbio oficial e o paralelo. A diferença é esta que falei acima. Vale à pena você trocar dólares, que são mais valorizados que o real no câmbio paralelo. Um ponto de troca bem frequente é a Calle Florida e há diversas casas de câmbio, sem falar no povo na rua oferecendo “câmbio, câmbio”. Mas já ouvi relatos de gente recebendo notas falsas, então cuide e vá numa casa de confiança. A da Galeria Boston foi tranquila, não tivemos problemas.
Sobre nosso hotel, escolhemos o bairro Palermo Soho. Como nossa viagem tinha menos intenções de “turistar” e mais de sair pra jantar, barzinho, passear etc., o Palermo Soho é uma excelente opção. É um bairro mais boêmio, mais novo, de prédios baixos, um café/bar/restaurante em cada esquina, lojinhas descoladas e muitos hotéis boutique.
O nosso também era um desses, o Palermitano Hotel, que escolhi na Intercultural. Localizado na rua Uriarte, 1648, é um hotel pequeno, com 8 quartos do tipo standard, 6 do tipo superior e 2 suites. A diferença do superior para o standard é o tamanho do quarto e do banheiro, que é maior no superior e abriga duas pias e uma banheira, enquanto o standard tem só chuveiro e uma pia. A estrutura do quarto é a mesma, com cama de casal Queen, armário, cofre, TV de tela plana de 32 polegadas, dock para iPod, mini-bar, wi-fi grátis. A suíte tem quase as mesmas coisas que o superior, tamanho ainda maior e um sofá e varanda. O hotel tem piscina no terraço, o café da manhã (com pães, as medialunas argentinas, croissants, frutas, doces, queijos, presuntos, iogurtes, cereais, máquina de espresso, ovos a escolher e feitos na hora) está incluído na diária. Tem, ainda, um bar e restaurante peruano, o Sipan. Pagamos US$ 79 dólares a diária, preço que achei excelente pelo que o hotel oferece. É super bem localizado, a duas quadras da Plaza Serrano, onde aos sábados e domingos acontece a feirinha na rua, e onde se concentram bares, cafés, lojas e restaurantes.

Fizemos muita coisa à pé pelo bairro Palermo Soho, o táxi é barato e o metrô (chamado de Subte), apesar de antigo, é super prático. Como a maior parte do tempo que passamos lá era no fim de semana, o metrô fica bem vazio. Na segunda, já encheu mais. Do nosso hotel, a estação mais próxima ficava a cerca de 10 quadras. Era uma caminhadinha, mas por ruas super arborizadas, cheias de lojinhas fofas. A estação mais próxima era a Plaza Italia. O valor da viagem é 3,50 pesos.

Quanto ao táxi, sei de muita gente que já teve problemas, com motoristas dando voltas, até ameaçando deixar passageiros no meio do caminho, pegando dinheiro a mais na hora do troco etc. Não tivemos esses problemas. Sempre tínhamos dinheiro trocado e sabíamos exatamente onde queríamos ir, então ficava mais difícil isso acontecer. Cuide ao dar notas grandes e tenha sempre o endereço exato de onde quer descer. Ajuda também se você acompanhar pelo GPS do celular, para saber onde está indo. Mas o táxi lá é bem barato. Não fizemos viagem que custasse mais de 60 pesos (tirando a volta ao aeroporto). Nossa conta, para facilitar a conversão, era sempre dividir tudo por 10, então seria cerca de US$ 6 dólares. É um pouco menos, na verdade, mas para termos uma noção dos valores, achamos mais fácil fazer assim. A maioria dos táxis que pegamos era de 30, 40 pesos, ou seja, 3 ou 4 dólares na nossa “matemática simplificada”.

O que fizemos em Buenos Aires

Diferentemente da seção “o que fazer”, vou falar sobre “o que fizemos”, porque há inúmeros blogs com dicas ótimas de turismo, e os locais são realmente maravilhosos e merecem uma visita, como a Casa Rosada, a Plaza de Mayo, a Catedral, o Obelisco, a Calle Florida e as Galerias Pacífico, Puerto Madero, Santelmo, a Recoleta e o seu famoso cemitério, o estádio de futebol do Boca Juniors, La Bombonera, o Caminito, no bairro La Boca, o jardim japonês, o zoológico, os museus… Ao invés disso, vamos falar do que realmente fizemos, e isso inclui alguns dos pontos turísticos acima, mas não todos, porque preferimos fazer as coisas com calma, passeando e curtindo, do que sair correndo e fazer todos os pontos turísticos. Sempre penso que tenho que deixar alguma coisa para a próxima viagem, para ter motivos pra voltar.
Então vamos lá, o que fizemos:
Na sexta-feira à noite, fomos jantar com amigos argentinos, e deixamos a escolha por conta deles. Eles elegeram o La Parolaccia – Casa Tua, localizado na Av. Cerviño, em Palermo. É uma rede de restaurantes italianos, inspirados no La Parolaccia de Roma. Tem diversas casas espalhadas pela cidade. A comida é deliciosa, com foco em massas, é claro. A lasanha de carne e o crepe de espinafre são fantásticos.
De lá, fomos a um dos lugares mais legais da viagem, que foi o Gran Bar Danzón. É uma portinha que quase passa desapercebida, com uma placa pequena, na Libertad 1161, na Recoleta. O ambiente é bonito, moderno, cheio de pessoas descoladas, música lounge animadinha, tem restaurante e bar e uma carta de vinhos enorme. Adoro quando os bares apresentam diversas opções de vinho em taça e esse é um deles (veja a quarta foto abaixo. Tinha duas dessas adegas só com vinhos para servir em taça). O bar estava movimentado e o serviço foi excelente. Um dos melhores drinks que já tomei foi esse da terceira foto, o Torino Julep. Maravilhoso!

No sábado, nossa programação do dia era passear pelo bairro onde estávamos, Palermo Soho. Começamos pela Plaza Armenia e fomos caminhando pelas ruas das redondezas, até chegar na Plaza Serrano. Ambas estão lotadas de bares, restaurantes e cafés em volta, lojinhas lindas, e pelas ruas e nas duas praças são montadas feirinhas de arte, artesanato, coisinhas locais. Fica agitado, com muita gente andando pelas ruas. Mas o movimento começa só à tarde. Em Buenos Aires, a sensação é de que nada começa antes do meio dia. Antes disso, as ruas são vazias.
Aqui, partindo da Plaza Armenia:

Fizemos algumas paradas “estratégicas”. A primeira foi no Nucha, um café com diversas opções de café da manhã, doces, sobremesas e outras coisinhas de encher os olhos. O lugar é lindo, uma casa de doces super bem decorada, com muitas mesas e um terraço atrás. O serviço, porém, foi meio lento.

Continuamos a caminhada, entramos em algumas lojinhas e aqui você tem uma idéia do bairro:

Dica-guloseima: essa sorveteria consegue ser ainda melhor que a Freddo: é a Persicco. Tem várias espalhadas pela cidade. Experimentei o “dulce de leche casero” e é espetacular:

Até que chegamos ao La Cabrera, que fica na José Antonio Cabrera, 5099, também em Palermo Soho, para comer a famosa parrilla argentina. Tem dois restaurantes, na mesma rua, basta atravessar uma rua transversal. Ao chegar, sem reserva, fomos informados de que esperaríamos 30 minutos, mas não esperamos nem 10 e já nos direcionaram ao restaurante ao lado, um pouco menor que o original. Você pode ver os dois abaixo. O da esquina é o principal e, atravessando a rua, você tem o segundo, onde fomos, que achei mais aconchegante que o primeiro.

Escolhemos um bife de chorizo que estava derretendo na boca. Super macio. E todos esses acompanhamentos, exceto a batata frita, vem com o prato. Eles trazem uma bandeja com diversos e você escolhe. Escolhemos antes de ver o tamanho do bife. Olho grande. Mas a foto ficou linda, não ficou?
Depois de ir rolando até o hotel, só nos restou uma siesta, pra descansar para o show.
Fizemos um esquenta no bar Sheldon, na Honduras, 4969, a duas quadras do nosso hotel, atravessando a Plaza Serrano.
É um bar cheio de gente moderna e de móveis antigos (não estilo antigo, antigos mesmo), e ao fundo, tem uma loja de discos, com uma coletânea impressionante de tango, jazz, blues e etc. Vinis, CDs, DVDs… Vejam que no início o bar estava vazio, porque chegamos super cedo, e estamos na Argentina, onde o povo sai tarde. Mas tínhamos o show pra ir, e tínhamos que estar lá às 20:30, então o bar foi enchendo, foi escurecendo e ficando mais animado. Teve DJ depois.

Dali, fomos direto pro show, que aconteceu no estádio do clube Geba, ao lado do hipódromo de Buenos Aires.
Aí, não preciso dizer que foi tudo de bom! As cadeiras eram apertadinhas, não serviam nada além de água, Coca e cachorro-quente, mas a hora que Rod Stewart entrou, foi só alegria!
Cantou todos os hits, algumas músicas novas e, SIM, cantou a nossa música!
Veja o vídeo:

Mas o fim de semana não acabou. Foram só dois dias por enquanto. Na semana que vem, contarei como foram o domingo e a segunda. Até lá!

Para ler a segunda parte da viagem, clique AQUI.
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